Influenciadores de IA entram no marketing e levantam alerta por transparência
Uma investigação recente aponta que marcas estão usando influenciadores gerados por inteligência artificial para divulgar produtos nas redes sociais, muitas vezes sem deixar claro que aquelas pessoas não existem de fato. O efeito é de proximidade e espontaneidade, como se o conteúdo viesse de consumidores reais.
Na prática, esse tipo de estratégia embaralha as fronteiras entre propaganda e depoimento espontâneo. Quando a audiência não percebe que está diante de uma criação sintética, a mensagem comercial ganha aparência de experiência autêntica, o que pode influenciar decisões de compra com base em uma percepção enganosa de credibilidade.
O avanço dessas peças publicitárias chama atenção porque não se trata apenas de avatares ou personagens claramente ficcionais. Em muitos casos, os materiais são desenhados para parecer registros comuns do cotidiano, com linguagem informal, cenários realistas e estética típica de redes sociais, tornando a identificação ainda mais difícil.
Especialistas e defensores de maior transparência defendem regras mais explícitas para indicar quando há uso de IA em campanhas desse tipo. A discussão deve crescer à medida que ferramentas generativas se tornam mais acessíveis e baratas, permitindo que empresas produzam em escala conteúdos que parecem humanos, mas não passaram por nenhuma vivência real.